Equipamento para controle de aterramentos temporários para redução da falha humana

Teste do equipamento para controle de aterramentos temporários para redução da falha humana supera expectativa.

 

A validação do equipamento que contou com a parceria do time de engenheiros da Macnica DHW foi considerada um sucesso pelo Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação (CGTI), a equipe da Subestação de Assis (SP) e técnicos da TAESA. 

O projeto contou com a tecnologia SmartMesh®, da Analog Devices, que possibilita uma comunicação sem fio bastante moderna e adequada principalmente para o ambiente industrial. Esta tecnologia possui baixo consumo de energia aumentando a autonomia da bateria consideravelmente frente as tecnologias similares. O SmartMesh® cria uma rede de malha (Mesh), promovendo uma comunicação capaz de fazer uma rota otimizada e se comunicar com o servidor (Gateway). A rede Mesh difere bastante da rede Wi-Fi, que tipicamente, possui topologia estrela.
Segundo o Gerente de P&D da Macnica DHW, Fernando Andrade, a próxima etapa do projeto será o desenvolvimento do hardware para o produto final dentro das dimensões e funcionalidades. 

 

Saiba mais sobre a tecnologia utilizada no projeto: 

O IoT Industrial, como o próprio nome sugere, é voltado para ambientes industriais. No quesito robustez há grande diferença entre um sensor conectado sem fio (wireless) para uma aplicação “doméstica” e um sensor conectado sem fio para um ambiente industrial.
O SmartMesh® da ADI adere fortemente ao conceito de IoT Industrial, pois consegue montar uma rede sem fio robusta e de baixo consumo de energia.
Sob está ótica foram desenvolvidos sensores para cabos de aterramento e um gateway SmartMesh®  dedicado.

Saiba mais sobre este importante equipamento ( Release: http://www.cgti.org.br/noticias/prototipo-de-aterramento-temporario-e-testado-em-subestacao-da-taesa/

Apresentou bom desempenho o primeiro protótipo do equipamento para o monitoramento e controle de aterramentos temporários (ATs), testado na subestação da Taesa – Transmissora Aliança de Energia Elétrica, em Assis, interior de São Paulo, no último mês. Esta foi a avaliação dos pesquisadores do Instituto Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação – CGTI, de técnicos da empresa parceira Macnica e dos gestores, equipe de manutenção da Subestação de Assis e  técnicos da Taesa, que participaram da realização dos testes.
O coordenador do projeto, Ricardo Augusto de Araújo, pesquisador do CGTI, explica que foram testados vários aspectos do protótipo, inclusive o seu alcance de comunicação com ou sem obstáculos. “Ficamos satisfeitos com os resultados deste primeiro teste em campo e pudemos ainda, levantar melhorias para aprimorar o sistema para as próximas verificações”, acrescentou.
Segundo o gerente do projeto na Taesa, Edvaldo Francisco Alves, o novo equipamento é considerado muito importante para garantir a redução de falhas humanas. “Estes primeiros testes superaram as expectativas de uma ideia que nasceu há um ano”, avalia.
Pesquisadores do CGTI e da Macnica estão utilizando neste projeto inovador a Tecnologia da Internet da Coisas (IoT) para desenvolver um dispositivo eletrônico que permita o monitoramento e controle remoto dos ATs, visando a redução dos desligamentos indevidos de energia elétrica e acidentes, quando há manutenção ou construção em linhas de transmissão, linhas de distribuição e subestações de energia elétrica.
Com uso em diversas áreas das atividades humanas, a tecnologia IoT vem despertando muito interesse por permitir mais capacidade computacional e de comunicação aos equipamentos se conectados à internet, sendo uma das suas vantagens o controle remoto.
O projeto desenvolvido pelo CGTI e pela Taesa faz parte do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. As pesquisas iniciaram em outubro do ano passado e têm duração de 18 meses.
Aterramentos Temporários
O conjunto de AT é importante Equipamento de Segurança Coletiva (EPC), exigido pelas normas de Segurança do Trabalho para propiciar um ambiente seguro aos técnicos. No entanto, se ao fim das atividades, forem deixados conectados os cabos do conjunto, podem ser provocados acidentes ou danos aos equipamentos de energia.

 Fotos: Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação ( CGTI)